Em janeiro deste ano, Sine também registra queda no número de vagas no mercado de trabalho no município.
A variação absoluta de emprego em Campos Novos em 2015 fechou em menos 74 vagas no mercado de trabalho, conforme dados do Posto do Sistema Nacional de Emprego – Sine. O número total de desligamentos fechou em 4.784 e o número de admissões foi de 4.710.
Num comparativo com Santa Catarina, porém, a variação negativa não foi expressiva no município, afirmou a coordenadora do Sine em Campos Novos, Dilse Bortoli. “O ano passado inteiro só teve 74 empregos a menos, em nível de município não seria um índice elevado. Então é ainda uma situação razoável pra Campos Novos”, avaliou. O Estado fechou o ano de 2015 com um saldo negativo de 60.139 vagas. No Brasil, foram menos 1.625.551 vagas no mercado de trabalho.
Em janeiro deste ano foram captadas 71 vagas para uma colocação de 37 trabalhadores no mercado de trabalho. Em janeiro de 2015, foram 359 vagas capitadas com a inclusão de 84 trabalhadores. Os dados apontam ainda 176 requisições de seguro desemprego em janeiro deste ano, enquanto que em janeiro do ano passado, foram 154 requisições encaminhadas.
Conforme a coordenadora do Sine, Dilse Bortoli, a expressiva diferença na captação de vagas deve-se à intermediação na contratação de trabalhadores para preenchimentos de vagas na Engevix, empresa responsável pela construção da Usina São Roque no município de Vargem. Neste ano, não houve nenhum pedido de preenchimento de vaga pela empresa. “Nós tínhamos no ano passado a Engevix a todo o vapor e nós intermediávamos as vagas”, comentou a coordenadora do Sine.
Outra característica observada numa avaliação dos dados de janeiro deste ano, é que não houve oferta de vagas para trabalhadores na condição de ajudante. “Agora nós temos mais vagas para profissionais da área mesmo e essas vagas acabam sobrando porque falta qualificação e escolaridade. Só tivemos vagas para profissionais, na função de ajudantes não houve nada”, observou Dilse.
A falta de qualificação é uma dificuldade não só em Campos Novos, disse ainda Dilse Bortoli. “O problema ocorre em nível nacional, sempre batemos na qualificação profissional. As pessoas com menos qualificação, não se interessam em se profissionalizar. É cultural o problema”, concluiu.
O número de trabalhadores formais no município (com carteira assinada) é de 9.224, conforme relatório do Sine de janeiro a dezembro de 2015.







