Professor de atletismo lamenta cancelamento do Jecam

11692646_859666360735681_8754324149793256703_n“O Jecam é história no município e hoje tinha que ser lei em Campos Novos”. A manifestação é do professor de atletismo João Francisco Nunes, que entrou em contato com a reportagem do Jornal O Celeiro na tarde desta sexta-feira, 09, para se manifestar sobre o cancelamento dos Jogos Escolares Camponovenses.

João Nunes trabalhou com o esporte camponovense por alguns anos desde 1986, com atenção especial ao atletismo.  Hoje reside em Penha, onde permanece na área do esporte. O professor declarou que tem acompanhado com tristeza as notícias sobre a decisão da administração municipal em não realizar o evento esportivo, já tradicional no município, que segundo ele, serviu inclusive de modelo para o formato da competição em outras cidades, como Camboriú.

“Quando vim embora para Camboriú, eu e o professor Sergio criamos o Jecam de Camboriú, que é realizado até hoje, inspirado nos jogos de Campos Novos. Fiquei muito triste, tenho acompanhado as matérias do Jornal. O Jecam é uma história do município e tinha que ser lei em Campos Novos. Tanto é que em Camboriú, por  exemplo, quando foi criado o Jecam, foi criada uma lei e lá se gastava uma fortuna e em Campos Novos não, acho que hoje com todo o custo, fica em torno de 30 mil reais”, declarou o professor.

João considerou ainda que durante os anos de realização do Jecam, muitos talentos foram revelados em Campos Novos.

“Se você falar do Jecam, você vai falar a vida inteira de coisas boas. Saiu, por exemplo, o James Adálcio dos Santos campeão brasileiro de atletismo, saiu o Seco que foi selecionado por Concórdia, jogou pela Seleção Brasileira e pela Itália, temos ainda Marco Roberto Vieira no dado e tantos outros atletas que saíram do Jecam. Tenho um respeito muito grande pelo Nelson, é meu amigo, mas acho que ele devia pensar melhor. A gente tem que pensar nas crianças”, afirmou ainda professor João, enfatizando que crise sempre existiu.

Entre as alternativas sugeridas para realizar o Jecam, apontou o professor, estão a busca de patrocínio junto à iniciativa privada e a utilização de pequena parte da verba da Câmara de Vereadores.

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