Apesar de estar abaixo do índice no mesmo período de 2015, custo de vida é considerado elevado na região.
Os 13 itens que compõem a cesta básica, pesquisados mensalmente na região pelo Sindicato dos Comerciários de Joaçaba, que tem escritório de representação em Campos Novos, registraram aumento acumulado de 4,54% de janeiro a maio deste ano. O índice foi inferior ao mesmo período de 2015, que registrou alta de 9,22%, porém, ainda é considerado elevado.
O presidente do Sindicato dos Comerciários, Aquilino Rodrigues, enfatiza que os produtos pesquisados são os essenciais para o consumo diário e o levantamento é base para apurar o aumento do custo de vida do trabalhador da região. “O Sindicato realiza esta pesquisa nos principais supermercados da nossa região, com objetivo de fazer o acompanhamento do poder aquisitivo do trabalhador, do aumento do custo de vida, enfim, são informações que o Sindicato tem em seu banco de dados e por ocasião da negociação da convenção coletiva nós temos algumas justificativas da necessidade da reposição salarial. A pesquisa é realizada mensalmente sempre no final do mês, pesquisamos 157 produtos para tirar os 13 produtos que compõem a cesta básica e fazemos um preço médio”, explicou o sindicalista.
A última pesquisa referente ao mês de maio de 2016 registrou uma pequena queda no valor da cesta básica de 0,43% em relação ao mês de abril. Em abril a cesta básica custou ao trabalhador R$ 377,90 e em maio fechou em R$ 376,28.
Com este valor, o salário mínimo do trabalhador com uma família de cinco pessoas deveria ser superior a R$ 2.400,00. “Nós tivemos alguns produtos que apresentaram redução de preço, assim como outros registraram majoração e alguns se mantiveram estáveis. Hoje considerando uma família com três crianças numa faixa etária entre zero a 15 anos, o trabalhador necessita, para adquirir estes produtos, de uma renda de R$ 1.128,84. Portanto, um trabalhador não poderia ganhar hoje menos de R$ 2.401,80”, analisou Aquilino Rodrigues.
O salário mínimo nacional reajustado em janeiro é de R$ 880,00. Já em Santa Catarina, o mínimo regional é de R$ 1.009,00, bem aquém do valor estimado com base na pesquisa do custo de vida.
Acumulado em 2015 foi superior a 17%
Em 2015, os produtos pesquisados na cesta básica pelo Sindicato dos Comerciários, acumulou alta de 17,42%. “O ano passado nós tivemos um índice bastante elevado nestes produtos. O ano de 2015 chegamos com 17,42% o custo da cesta básica. Se o valor da cesta básica permanecer nos mesmos patamares que nos primeiros cinco meses deste ano, em 2016 poderemos fechar com um percentual parecido ou igual a 2015”, estima Aquilino.
A grande vilã de 2015 foi a carne bovina, que fechou o ano com reajuste acumulado de 27%, seguida da farinha de trigo, óleo de soja e café. Na avaliação de Aquilino Rodrigues, o INPC (Índice de Preços ao Consumidor), não reflete a realidade. “Os produtos da cesta básica se compararmos com o INPC, o índice não espelha a realidade. Na nossa realidade e através da nossa pesquisa que fazemos com objetivo sério, nesta comparação a inflação é muito menos que o custo de vida nosso. Então mesmo que estes produtos nos primeiros meses do ano tenham registrado um custo menor que o ano passado, a cesta básica da nossa região aqui é uma das mais caras, comparando com outros municípios do estado”, acrescentou.
Os 13 produtos que compõem a cesta básica pesquisada pelo Sindicato são: carne bovina, farinha de trigo, banana, óleo de soja, café, manteiga, leite, feijão, pão, tomate, arroz, açúcar e batata inglesa.
A pesquisa é realizada há 10 anos pelo Sindicato dos Comerciários na região. Os municípios pesquisados são Campos Novos, Joaçaba, Capinzal, Herval D’Oeste, Luzerna e Catanduvas.
*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, edição 1433 de 16 de junho de 2016.






