Domingo , 22 Outubro 2017
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Completar 25 anos…

Completar 25 anos de vida, de caminhada, é motivo para celebrar. Na sociedade atual, nessa idade, a maioria das mulheres e homens já está exercendo uma profissão, seguindo os rumos escolhidos, buscando concretizar suas metas. Afinal, a vida adulta exige decisões, comprometimento, coragem para enfrentar desafios e mudanças que surgem a cada instante.

O que dizer de um veículo de comunicação que chega a essa idade? Parabenizá-lo, embora seja o primeiro passo, não basta. Faz-se necessário, ainda, olhar para o futuro e pensar um pouco sobre esses 25 anos que já se foram.

Quantas reportagens, artigos, colunas foram impressos na trajetória do Jornal “O Celeiro”?

Polêmicas foram levantadas, denúncias foram feitas, dúvidas surgidas, esclarecimentos prestados… Lembram-se do “Atrás do Toco”…?

Como esquecer a coragem de uma mulher, quando ainda era tão difícil exercer uma função considerada “pouco feminina” – jornalista, responsável técnica e proprietária de um jornal em nossa cidade? Alceni Basso vislumbrou o campo propício, superou preconceitos e plantou a semente que se desenvolveu, enraizou e sob o cuidado de outras mãos chegou até nossos dias.

É oportuno ressaltar que essas novas mãos, não obstante suas convicções políticas foram firmes na condução do jornal, dando espaço a todas as correntes partidárias, colocando os interesses da comunidade acima de qualquer divergência, primando pela correção e ética na divulgação de fatos, sempre buscando levar a verdade aos leitores.

De 1992 a 2017, vários fatos que marcaram minha vida e de minha família ficaram registrados em minha memória e nas páginas de “O Celeiro”. Alguns deles, até, bem doloridos… No entanto, o presente está aqui a nos dizer que o amanhã vem rápido e logo, logo, será ontem…

Chegar aos 25 anos é para um jornal impresso motivo de regozijo, mas também de preocupação, diante da velocidade de transformações que as novas tecnologias impõem. Os desafios são diários e adequar-se ao novo (que muda tão rápido) é essencial!

Acredito, no entanto, que mesmo diante de tantos novos e rápidos meios de comunicação ainda há espaço para as mídias impressas como jornais e revistas. Com o desenvolvimento dessas novas mídias, muitos afirmaram que os livros logo seriam esquecidos. E o que se vê hoje? Feiras literárias unindo leitores de várias faixas etárias e muitos jovens lançando-se como escritores.

O que se espera de um jornal impresso é que não se transforme num mero repetidor daquilo que as redes sociais já divulgaram. Ele precisa ir além, buscar realmente a comunicação clara e imparcial com o leitor.

Em se tratando de um jornal local, como “O Celeiro”, deseja-se que continue aberto à realidade de Campos Novos e região, comprometido com a verdade, sem se deixar envolver por ideias sectárias e interesses contrários à liberdade de expressão; olhar, sempre, para o futuro sem menosprezar o passado.

Sou leitora assídua de livros, jornais e revistas, e, portanto, sinto-me à vontade para falar desses meios de comunicação. Venho de um tempo em que os jornais eram “compostos e impressos” de uma forma bem diferente da atual: nas tipografias, nada parecidas com as gráficas de hoje. Ao manusear um jornal, não raro, sou levada de volta à minha infância, ao cheiro da tinta, ao barulho das impressoras, à primeira prova do material impresso, à versão final…

Assim, “O Celeiro” merece todo meu respeito e admiração por estar presente em nosso meio nesses 25 anos. Parabéns à equipe que, mesmo enfrentando dificuldades, não se deixa abater e não trai seus princípios de bem informar os leitores sobre o que se passa em nosso município e região, sem esquecer aquilo que é de repercussão nacional.
E que venham muitos outros anos!

Por: Maria Lúcia Corrêa

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1482 de 08 de junho de 2017.

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