Sem dinheiro nos caixas. Dessa maneira que grande parte dos prefeitos eleitos que assumiram em janeiro deste ano, encontrou as contas nas prefeituras, o que influencia diretamente na execução de novos investimentos nos municípios.
Fato é que o prolongado quadro de recessão enfrentado pelo país vem impondo uma série de obstáculos à maioria dos municípios brasileiros. Com diversas restrições orçamentárias, os prefeitos encontram dificuldades para fazer suas economias crescerem e gerar emprego à população.
Para driblar a crise, prefeitos e prefeitas da região estão batendo nas portas do Governo do Estado e da União, a fim de garimpar verbas e cadastrar projetos visando garantir investimentos em seus municípios, alguns já com retornos positivos.
Recorrer aos deputados estaduais e federais por meio da liberação de emendas parlamentares, também tem sido uma ferramenta bastante utilizada pelos prefeitos, o que tem viabilizado alguns investimentos e manutenção de ações básicas em prol da população.
Outro viés são as parcerias público-privadas, que podem ser vistas como boa opção de investimento, uma forma de melhorar os serviços à população. Mas para viabilizar essas parcerias, é necessária capacidade técnica e administrativa das prefeituras.
Driblar a crise com certeza tem sido o principal obstáculo dos prefeitos. O atual cenário se constitui em um grande desafio para os gestores municipais. Além de prover recursos para manter a saúde, educação, transporte escolar, merenda, programas sociais, manutenção de estradas e do patrimônio, enfrentam a escassez de recursos, o que faz com que os municípios preocupem-se, imediatamente, com a geração de receitas próprias.
Para os especialistas, não há fórmula mágica, é preciso profissionalizar a gestão, contar com uma equipe eficiente, preparada tecnicamente.
Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe
*Editorial publicado no “Jornal O Celeiro”, Edição 1488 de 20 de Julho de 2017.





