Redução da criminalidade passa pela educação

Nesta semana em entrevista com o Delegado de Polícia Adriano Almeida, sobre a ação da Polícia Civil no combate ao tráfico de drogas no primeiro semestre de 2017 em Campos Novos, apresentamos também uma análise desta realidade não só no município, mas numa conjuntura geral.

Para Adriano Almeida, é preciso investir mais em escolas e menos em presídios, numa alusão a falta de políticas voltadas à educação para prevenir a criminalidade, que se agiganta, arrastando jovens cada vez mais cedo para este cenário, muitas vezes sem volta.

É difícil apontar causa única que desencadeia um crescimento acelerado da violência que assola o país, porém, não há como fugir a esta realidade, agravada em alguns casos pela impunidade. O aumento da criminalidade pode estar associado à vulnerabilidade social, mas o fato é que a própria violência se transformou num problema social grave que assusta a sociedade.

Um universo que alarga a sua dimensão quando se trata de jovens envolvidos no crime, uma realidade cada vez mais solidificada nos dias atuais. Os números estão aí para comprovar. Diariamente divulgamos fatos ocorridos com cidadãos que foram vítimas de roubos, furtos e violência física.

Para as autoridades diretamente envolvidas com a Segurança Pública, a crescente participação juvenil na criminalidade tem como plano de fundo o desajuste familiar, aliado a problemas sociais graves, que levam esses jovens a ver na prática de crimes um meio de obter dinheiro.

Especialistas consideram ainda outros fatores colaborativos no aumento da violência, como a urbanização acelerada, que contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades, com fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

E consideram ainda que a solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.

Por Antônia Claudete Martins – Editora Chefe

*Editorial publicado no Jornal “O Celeiro”, Edição 1489 de 27 de Julho de 2017.

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