Cinomose

Alexandra Niec

A Cinomose é uma doença transmitida por um vírus altamente contagioso e muito resistente. Ele prefere locais frios e secos, mas em lugares quentes e úmidos consegue sobreviver por um mês. É um vírus bastante agressivo e oportunista, que atinge principalmente os cães que estão com o sistema imunológico enfraquecido como filhotes e idosos, ou fracos, devido a alguma doença ou estresse. Nenhuma raça de cachorro está livre contrair o vírus.

A transmissão se dá através de contato direto com outros animais já infectados ou pelas vias aéreas quando respiram o ar já contaminado. Alguns animais doentes podem ser assintomáticos, ou seja, não apresentarem sintomas, porém estão disseminando o vírus para outros cães ao seu redor por meio de secreções oculares, nasais, orais ou pelas fezes, sendo que a principal fonte de transmissão é através de espirros.

A taxa de mortalidade da cinomose é de 85%, ou seja, apenas 15% conseguem sobreviver à doença. Muitas vezes o cão não morre da doença, mas fica com sequelas neurológicas tão graves que precisa ser sacrificado.

A Cinomose não é uma zoonose, ou seja, não passa para as pessoas. Mas o contágio é muito fácil entre animais, por isso um cão com cinomose deve ficar completamente isolado de outros animais. Apesar de não passar o vírus aos seres humanos, as pessoas podem ajudar a espalhar por meio de roupas e sapatos.

Depois que o animal foi infectado, ocorre um período de incubação de 3 a 6 dias ou até 15 dias, que é o tempo que o vírus leva para começar a agir no organismo e fazer com que o cão apresente os sintomas.

Os sintomas mais comuns são tosse, espirros, febre, falta de apetite, apatia, vômitos, diarreia, secreções nasais e oculares, falta de coordenação motora, tiques nervosos, mioclonia (contrações musculares involuntárias), convulsões e paralisia. A única forma combater a cinomose é pela prevenção com o importante e indiscutível ato da VACINAÇÃO.

Por: Alexandra Niec
Médica Veretinária – CRMV/SC 5056
Veterinária da Clínica Bicho Mania

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1524 de 12 de abril de 2018.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.