Segunda-feira , 28 Maio 2018
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João Paulo II, humanidade e humildade

Camilo Dorneles

No último dia 02 de Abril, completaram-se 13 anos da morte de um dos maiores ícones, tanto religioso, quanto em personalidade de grande impacto social, educativo, moral e ético. Mas quem foi este bravo e grande homem?

Falar de Karol Wojtyla, não é nada fácil, pela sua ampla vida de amor e dedicação ao próximo, sua trajetória já foi relatada em filmes, como: “Karol: O homem que se tornou papa” produzido por Pietro Valsecchi, e por livros como: “João Paulo II – A Biografia”, escrito por Andrea Riccardi, sem contar demais biografias, e documentários de tal sumo pontífice.

Karol nasceu no rigoroso inverno europeu, em 18 de Maio de 1920, em Wadowice, na Pequena Polônia, um pacato vilarejo do sul da Polônia, o mais novo dos três filhos de Karol Wojtyla e Emília Kaczorowska, mesmo nome de seu pai, o menino ficou órfão de mãe logo aos 8 anos de idade, se aproximando de seu irmão Edmund, pois sua irmã mais velha Olga também já tinha se despedido deste plano.

Ainda garoto Karol, demonstrava grande interesse pelos esportes, tendo grande apego pelo futebol, aonde gostava muito de jogar de goleiro. Durante a sua adolescência, ele teve contato com a grande comunidade judaica de Wadowice e os jogos de futebol eram disputados entre os times de judeus e católicos, com Wojtyła muitas vezes jogando ao lado dos judeus. Em meados de 1938, Karol e seu pai deixaram Wadowice e se mudaram para Cracóvia, onde ele se matriculou na Universidade Jaguelônica. Enquanto ele se dedicava ao estudo de tópicos como filologia e diversas línguas na universidade, Karol também se prontificou como voluntário na biblioteca, além de ter participado no alistamento obrigatório, servindo na chamada “Legião Acadêmica”. Contudo, ele se recusou a atirar. Ele ainda participou de diversos grupos teatrais, atuando principalmente como dramaturgo. Foi nesta época que o seu talento para as línguas floresceu e ele aprendeu 12 línguas diferentes, nove das quais ele usaria extensivamente no futuro. No ano de 1942 ele bateu às portas do palácio arcebispal de Cracóvia e pediu para estudar. Logo em seguida ele começou a ter aulas no seminário clandestino comandado pelo arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha. Ao terminar os estudos no seminário de Cracóvia, Karol foi ordenado padre em 01 de Novembro de 1946, pelo seu protetor, o Arcebispo de Cracóvia. Em Julho de 1958, foi ordenado bispo-auxiliar de Cracóvia, e em Julho de 1967 Karol foi nomeado arcebispo ao colégio de cardeais. Em agosto de 1978, após a morte do Papa Paulo VI, o Cardeal Wojtyla votou no conclave papal que elegeu Papa João Paulo I. João Paulo I morreu após somente 33 dias como Papa, precipitando assim outro conclave. Em 16 de outu

João Paulo II viajou para 129 países, de automóvel, avião, navio, sempre atraindo grandes multidões e unindo nações. Foi o primeiro papa a visitar a Casa Branca, visitou países aonde nenhum outro papa havia visitado antes, como o México e a Irlanda, e o primeiro papa a visitar o Reino Unido e primeiro papa moderno a visitar o Egito. Tornou-se o primeiro papa a visitar e a fazer orações no muro das lamentações, primeiro papa a rezar numa mesquita islâmica, na Síria.

No dia 13 de Maio de 1981, ao entrar na Praça de São Pedro, o então papa foi baleado e ferido por um atirador turco, de um grupo militante fascista. João Paulo II foi levado às pressas para a Policlínica Gemelli. No caminho para o hospital, ele perdeu a consciência. Ele passou por cinco horas de cirurgia para tratar sua perda maciça de sangue e feridas abdominais, mas graças a Deus teve a bala retirada e sua recuperação foi de grande êxito. Contudo nesta história, o mais impactante fato, é do perdão que o santo padre fez ao homem que tentou assassiná-lo, aonde que João Paulo II, foi até a prisão e perdoou o homem, e o abençoou. No dia 31 de Março, com sua saúde já debilitada, doença de Parkison muito avançada, e uma infecção urinária, acompanhada de um choque séptico, Karol Wojtyla, o então papa João Paulo II, foi para morada celestial, deixando milhões de fiéis, em um luto muito profundo. No dia 27 de abril de 2014, o então Papa Francisco, declara santo, São João Paulo II, após muitas declarações, documentos, relatos e reuniões do Vaticano.

João Paulo II, ou melhor, dizendo São João Paulo II, nos deixou um legado rico, e muito humano. Merecedor de vários prêmios, e venerado por milhões de católicos, e até mesmo, admirado por pessoas de outras religiões, ele é a prova viva, do amor, do carinho, da atenção e da humildade. Um ser humano, que habitou entre nós, e que sempre permanece vivo em nossas memórias. Aqui no Brasil carinhosamente chamado e lembrado…”Sua benção, João de Deus!”

Por: Camilo Dorneles
Palestrante Motivacional, Comunicador e Orador
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*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição, 1427 de 03 de Maio de 2018.

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