A maioria das pessoas é zelosa com suas casas, elas mantem tudo sempre limpo e arrumado. Ficamos felizes quando as pessoas que nos visitam respeitam nosso lar. Mas imaginar um visitante inconveniente que entra com o pé sujo deixando rastros pelo chão que você acabou de limpar ou mexendo nas suas coisas sem permissão é irritante só de pensar. Invadir o espaço do outro e ainda causar danos gera muito incômodo.
Esta comparação pode ser aplicada ao modo em que nós nos comportamos com relação ao meio ambiente. Dividimos nosso espaço na terra com vários seres vivos que incluem animais e vegetais, assim como nós, eles também precisam de espaço e devem ser respeitados. Diferente de uma casa em que você pode permitir a entrada de alguém, na natureza não há essa opção. Podemos até insistir em ignorar este fato, mas não sem consequências.
A matéria sobre o perigo de extinção dos papagaios do peito roxo e charão remete a uma reflexão sobre as muitas espécies do mundo que têm sofrido em virtude da crueldade humana, que não enxerga limite no seu caminho e de maneira irresponsável depreda a natureza. Mais do que um página de jornal será necessária para tratar sobre o tema ‘sociedade, natureza e meio ambiente’. Quando o ser humano vai entender o quão inconvenientes são suas ações?
Talvez quando não tivermos mais água potável suficiente para abastecer o mundo, ou quando não houver mais árvores suficientes para suprir nossa necessidade de oxigênio, ou quando não houver animais suficientes para promover o equilíbrio na terra e controle vegetal… Talvez assim o ser humano mude de atitude e respeite o meio em que vive.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista
*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1537 de 12 de julho de 2018.






