Ano letivo inicia com redução do número de escolas em tempo integral

Cerca de 600 mil alunos voltam às aulas hoje em Santa Catarina. Governo quer implementar método de avaliação escolar ainda em 2019

Uggioni: A nossa expectativa é de que mais gestores queiram entrar no programa de escolas em tempo integral

Hoje cerca de 600 mil estudantes e 40 mil professores e gestores voltam às aulas em escolas estaduais de Santa Catarina para o ano letivo de 2019. O destaque deste ano serão as parcerias realizadas com outras entidades a fim de oferecer oportunidades extracurriculares aos alunos. Das 1.073 escolas, oito atrasarão o início do ano letivo: sete por pendências administrativas e uma com a estrutura danificada após temporal.

O número de escolas que oferecem ensino integral caiu de 33 para 31. Um dos motivos é a precariedade da infraestrutura oferecida. Segundo o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, a decisão é da escola. “Se houve uma queda, é porque não houve demanda. A nossa intenção é mostrar para os gestores das demais escolas que é uma iniciativa que traz melhores resultados na educação. Nós não estamos apenas dando uma oportunidade aos estudantes, nós também estamos preparando os professores. A gente tem ouvido dos professores que esse programa faz toda a diferença, portanto, a nossa expectativa é de que mais gestores de escolas queiram entrar no programa”, disse.

Neste ano, a Secretaria ampliou as parcerias com outras entidades. O acordo com o Sebrae, por exemplo, prevê cursos de empreendedorismo. O Senai/Sesi oferecerá cursos de profissionalização. A Polícia Militar terá o objetivo de levar conceitos de civismo com hinos e hasteamento de bandeiras. Além disso, a Secretaria deseja iniciar, ainda em 2019, a oferta de cursos especiais de espanhol e italiano. Os projetos acontecem de maneira experimental ou iniciante, atingindo apenas algumas unidades.

Uggioni aposta na tecnologia. Uma das novidades é a implantação de um cartão de consumo para os gestores das escolas. Na prática, eles poderão realizar pequenas compras para a unidade com menor burocracia. “No início de março será liberada a primeira parcela. É uma grande novidade, uma inovação, uma melhoria, uma necessidade dos gestores para pequenos serviços que dependiam muito da sede e isso tomava um tempo maior. Essa autonomia que eles terão com o uso do cartão vai agilizar muito o processo”, disse o secretário.

Outra novidade é a implantação de um sistema de avaliação escolar. A intenção do projeto é gerar dados para monitorar a qualidade da educação e também medir o resultado das políticas adotadas pela Secretaria. “Já iniciamos as tratativas com a Fecam [Federação Catarinense de Municípios] e com a Undime [União dos Dirigentes Municipais de Educação] e nós vamos constituir um grupo técnico para desenvolver. E, quem sabe, já no segundo semestre deste ano, a gente possa rodar para validação”.

Os números da educação para 2019:

-1.073 escolas;

-600 mil alunos;

-40 mil professores e gestores;

-911 novos professores efetivados;

-R$ 95,5 milhões para transporte escolar;

-116 novos ônibus escolares (R$ 22 milhões);

-R$ 68,1 milhões investidos em obras de infraestrutura (199 escolas com obras em andamento);

*Informações: Rede Catarinense de Notícias

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