Perder alguém querido na morte é sempre arrasador, principalmente quando achamos que o falecimento foi decorrente de falha humana, a revolta é ainda maior. O encontro de pessoas unidas pela mesma causa ocorrido na sexta-feira (1) na frente do Fórum de Campos Novos deixa claro o sentimento dos familiares que sedentos de justiça culpam a Fundação Hospitalar José Athanázio por suas dolorosas perdas.
‘Manifestações não trarão ninguém de volta, mas emite um sinal de alerta para que o poder público volte sua atenção para a saúde do município e menos casos com finais trágicos venham a acontecer.
Como forma de resposta aos pedidos e reclamações, a contratação de uma Organização Social surge como a melhor saída para solução dos problemas, pelo menos do ponto de vista da Administração Municipal. Quanto as tramitações e escolha das instituições, para a maioria da população isso pouco importa, contanto que o hospital atenda às suas principais exigências, ou seja, que tenha mais médicos, que o atendimento não demore, e que, em hipótese alguma, haja falha médica. Cumprindo isso, está tudo perfeito para o povo.
Analisando superficialmente as demais instituições que optaram por esse tipo de gestão, é possível perceber mais eficácia e melhorias no atendimento. Não apenas nessa região, mas em outras partes do Brasil, os hospitais com gerencia privada tem apresentado bons resultados, seja nas questões médicas, quanto nas questões financeiras.
Com relação as contratações de médicos e outros profissionais necessários para o andamento de um hospital, certamente, com a gestão compartilhada será possível que se mantenha um quadro de pessoas que consiga atender a demanda local e dos municípios vizinhos que se refugiam no hospital. Assim como a compra de equipamentos será facilitada, em vista de menos burocracias.
Mas também é precisa considerar alguns fatores negativos, como o fato de facilitar a isenção de responsabilidades do município diante de eventuais problemas que venha a surgir. Alguns são contra essa delegação do poder, que deveria ser exercido pelo gestor eleito. Situações como improbidades administrativas, para citar como exemplo, não seria dever do município, mas da empresa gestora. Esta é apenas uma das questões levantadas referente a OS.
Temos que esperar para ver. A pergunta do título não é fruto da desconfiança de que algo dê errado, na verdade, é a expectativa de que tudo possa dar certo pelo bem da população.
Por: Priscila Nascimento
Jornalista
*Editorial publicado no jornal “O Celeiro”, Edição 1564 de 07 de fevereiro de 2018.







