Funcionários do Hospital Dr José Athanázio não aceitam parcelamento da rescisão por parte do IMAS
Os profissionais da Saúde do Hospital Dr José Athanázio não aceitam o parcelamento em duas vezes do pagamento das verbas rescisórias por parte do IMAS, para cerca de 140 funcionários do hospital de Campos Novos.
Esses profissionais da enfermagem, da área administrativa e de serviços gerais, foram desligados do Instituto Maria Schmidtt em 30 de junho e esperavam receber a verba rescisória até o dia 10 de julho.
Uma reunião envolvendo mais de 40 desses profissionais ocorreu hoje de manhã (13) no hospital, com o representante do IMAS, Marcelo Sotana e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Vale do Rio do Peixe, com sede em Joaçaba. Por ora não houve acordo.
É de R$ 758 mil, 915 o valor das verbas rescisórias que os profissionais têm direito a receber. A proposta do IMAS é pagar no dia 30 de junho, a multa do FGTS no valor de R$ 153.637 mil e 40 por cento do valor da rescisão em R$ 242.109 mil, totalizando R$ 395.750 mil.
A segunda parcela seria paga aos trabalhadores em 30 de agosto, em R$ 363.164 mil, ou seja, os restantes 60 por cento da rescisão. Mas os profissionais não aceitam parcelamento. Eles querem, receber de uma só vez e podem entrar com uma ação coletiva ou mandado de segurança.
O secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Vale do Rio do Peixe, com sede em Joaçaba, Miguel Garipuna, observa que pela Legislação Trabalhista os funcionários têm direito a receber em única parcela, cujo prazo era 10 de julho.
Miguel observa que durante a semana, a entidade estará conversando com os funcionários e recolhendo assinaturas, no sentido de tirar uma posição da maioria sobre as medidas a serem adotadas.
Já o representante do IMAS, Marcelo Sotana, afirma que o Instituto espera receber em julho e agosto, os repasses da produção do SUS e de convênios, para pagamento das rescisões.
O vereador Darcy Pedroso da comissão da Câmara que a transição da gestão da OSS para a Fundação Hospitalar Dr José Athanázio, entende que a prefeitira precisa intervir para zerar as pendências do IMAS, de forma a não deixar de cumprir os direitos dos funcionários.
Segundo a diretora da Fundação Hospitalar, Luana Coninck Dalla Costa, mais de 100 dos 140 profissionais desligados do IMAS foram recontratados por meio de chamada pública.
*INFO: RÁDIO CULTURA







