Na próxima semana o presidente do Ima assinará a escritura da nova área de preservação adquirida.
Preservar o ambiente é coisa séria, e qualquer empreendimento que viole a lei ambiental e provoque impactos deve responder por isso de alguma forma. Uma das formas é a compensação ambiental. Foi justamente esta ferramenta legal que permitiu que o Parque Estadual Rio Canos aumentasse sua área de floresta em 95, 45 hectares. O parque que tinha área de 1136 hectares passará a contar com uma área de 1.221,56 hectares. Em entrevista a rádio Cultura de Campos Novos, a gestora do parque, Leila Alberti, explicou sobre a aquisição. “Adquirimos esta área devido a compensação por supressão de vegetação. A empresa EDP está construindo linhas de transmissão de energia que sai da UHE Garibaldi, em Abdon Batista e vai até o sul do estado de Santa Catarina. Devido a esse corte de vegetação onde a linha vai passar gerou uma compensação e nos foi repassado esses hectares de floresta”, iniciou.
Foi realizado um trabalho de análise e topografia para demarcar o território que fica anexo ao Parque Rio Canoas, em frente a cachoeira da trilha Lajeado do Roberto. “Nos foi repassado 83,72 hectares de Floresta Ombrófila Mista. É um local bem preservado, contando com araucárias centenárias e 4,84 hectares de área com estágio inicial. Analisamos várias áreas e escolhemos a área do outro lado do cânion. São áreas com belezas cênicas interessantes e uma área bem preservado”, explicou Leila.
O Parque Estadual Rio Canoas foi um presente aos camponovenses e a todos que amam atividades ao ar livre. O espaço foi aproveitado para trilhas guiadas, mas acabou sendo fechado durante a pandemia. Rica e bela, a floresta presente no Parque é uma ótima opção de lazer para quem gosta da natureza e quer respirar ar puro. Ainda não sabemos se a nova área será usada para a realização de trilhas, mas de qualquer forma é uma aquisição a ser preservada. Leila falou também que existe a possibilidade do parque aumentar ainda mais. “Se um empreendimento realizar um corte de vegetação, certamente haverá uma compensação por supressão e será destinada ao rio Canoas”, concluiu. O termo de aquisição da área será assinado pelo presidente do Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (Ima), Valdez Rodrigues Venâncio. O ato de assinatura deverá acontecer na próxima semana.
*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1646 de 01 de outubro de 2020.


