Presidente da Coocam, João Carlos Di Domenico, fala sobre o agronegócio e a safra 2020/2021

Plantio de milho já iniciou em lavouras dos produtores da Coocam. As semeaduras começaram na primeira quinzena de setembro, precocemente.

Algumas características vão marcar a próxima safra de verão do Brasil, entre elas o mercado aquecido para as principais culturas. Projeções já apresentam resultados positivos, conforme foi mostrado pelos especialistas e autoridades do setor durante a abertura do plantio de safra 2020/21, na última semana em Minas Gerais. Isso comprova mais uma vez a importância da eficiência, persistência e do trabalho do produtor rural brasileiro. O presidente da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam), João Carlos Di Domenico, relata que a safra 2020/21 de soja será semeada a partir do próximo mês de outubro e já está com o mercado futuro praticamente garantido, com grande volume já negociado , 55% da safra, mais que o dobro da média do período.

Efeitos como preços recordes na hora da comercialização dos grãos é uma injeção de ânimo aos produtores rurais. O presidente da Coocam comenta que os sojicultores já estão fazendo mercado para a safra 2021/22. “O mercado mundial está muito atrativo, principalmente por causa da alta do câmbio nos últimos meses. Temos algumas previsões de La Niña e isso pode surgir alguns problemas nas lavouras, mas, esperamos uma grande safra, estamos plantando para isso. Acho que vamos ter novamente, uma produção de soja excepcional e o milho acabou entrando nesse mesmo canal de produção e comercialização”, comenta Di Domenico, completando que o Brasil além de ser o maior produtor mundial de soja, se tornou um grande player internacional de milho.

Para o presidente da Coocam, o produtor ganhou dinheiro com a agricultura nos últimos anos devido a agilidade econômica e a busca constante pela informação em todas as fases do processo, sabendo a hora certa de comprar/vender/negociar. “A gente precisa de parâmetros e conhecimento para saber onde teremos uma estabilidade maior”. João Carlos lembra que o agronegócio está sustentando a economia nacional.

SEMEADURA DO MILHO

A falta ou excesso de chuvas em períodos distintos, sempre foi uma preocupação constante dos produtores rurais, por isso, mais uma vez o clima será a maior das apreensões já que a expectativa para comercialização da safra 2020/2021 é seguir com os preços relativamente bons como aconteceu nos últimos meses.

Como o produtor sempre aposta nos resultados positivos e sabe muito bem como é trabalhar em uma lavoura – uma desafio a céu aberto – ele continua firme na atividade, fazendo sua parte safra após safra e assim, movimentando a cadeia produtiva do agronegócio mundial. Sendo assim, a semeadura da safra 2020/2021 já iniciou.

Nas lavouras da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam), o plantio de milho foi antecipado, iniciando ainda na primeira quinzena de setembro. “O produtor está tentando escalonar um pouco mais o plantio de milho, pensando no histórico principalmente da safra passada onde o clima prejudicou a questão de produção do milho e por isso, ele está escalonando o plantio e também alternando as variedades – precoces, de ciclo médio e tardio – para não colocar os ovos todos em uma mesma cesta”, comenta o engenheiro agrônomo da Coocam, Silvio Zanon.

Essa aposta dos produtores da cooperativa, com plantio precoce e escalonado, ainda com rotação das variedades de híbridos é uma alternativa, já que a previsão do fenômeno La Niña deixa mais incertezas sobre os padrões de precipitações e temperaturas no decorrer do ano safra. De acordo com Zanon, a cultura de milho precisa de chuva frequente, especialmente no período de enchimento de grãos e na polinização e reforça que o escalonamento pode ser uma maneira mais segura para o produtor rural, pois, caso haja veranico ou se concretizar a previsão de La Ninã, as lavouras estarão em períodos diferentes uma das outras.

O engenheiro agrônomo da Coocam lembra que cada vez mais, o homem do campo investe em suas lavouras, usando sementes de alta tecnologia e adubação de alto nível, ou seja, realiza o manejo necessário exigido pela cultura para produtividade acima de 200 sacas por hectares. “Esse primeiro investimento que é a base para ter os melhores resultados, o produtor está fazendo”, comenta Silvio, completando que em contrapartida, a Coocam oferece todo o apoio necessário para fazer essa calibragem – melhores resultados nas lavouras. A estimativa é que a área de milho na Coocam permaneça a mesma da safra passada, ou seja, em torno de 15 mil hectares o que equivale cerca de 30% das lavouras dos produtores da cooperativa, matriz e filiais.

*Reportagem publicada no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1646 de 01 de outubro de 2020.

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