[slideshow_deploy id='63323']

Os dois lados: População reclama de projeto das avenidas e Administração defende segurança urbana

Fechamento dos acessos e vias estreitas são as principais reclamações quanto a pavimentação das avenidas Belincanta Neto e JK. Secretário diz que entende estranheza, mas que população irá se acostumar.

Com as eleições municipais às portas muitos aproveitam para avaliar o que tem sido feito na cidade. Nos últimos dias o que tem chamado a atenção e já ganhou destaque nos meios de comunicação em Campos Novos é revitalização das avenidas Caetano Belincanta Neto e JK, ambas das mais utilizadas vias do município que passam por obras com previsão para serem concluídas até o final de 2020. As reclamações são diversas nas redes sociais, sendo as principais o estreitamento das ruas, o fechamento de alguns acessos e os canteiros. A equipe do jornal ‘O Celeiro’, foi conferir a Avenida Caetano Belincanta Neto na semana passada e realmente verificou uma grande mudança que não agradou muitos condutores. Alguns trechos estão bem estreitos e a dificuldades para fazer o retorno também foi percebida. Como veículo democrático abrimos espaço para que a população deixasse perguntas e comentários sobre a obra municipal avaliada em cerca de R$ 6 milhões.

Veja alguns comentários deixados na pagina do Facebook:

Não seria possível deixar os acessos a Avenida Belincanta como eram antes? E a forma das calçadas na Avenida JK será a mesma da Belincanta? Há projetos futuros para melhoria da Avenida Belincanta Neto? Pois da forma que está sendo executada não existe a mobilidade urbana. Ficou literalmente uns carreiros de rato. Uma mega avenida daquela que é para passar dois carros subindo e dois descendo, passa apenas um e com muito pouco espaço. Se um caminhão de médio porte precisar passar pela avenida não consegue. Esse projeto foi estudado antes de ser feito? Os responsáveis tem noção do que acarretaria o fechamento do principal acesso a BR 470 tendo em vista que caminhões e ônibus precisam trafegar por esse acesso e com a mudança ficou impossível? Acredito que algumas coisas precisam ser revistas em tempo de serem ajustadas”.

Vilmar Antonio Ferrão, secretário municipal de planejamento
  • O que a administração municipal tem a dizer sobre o projeto? Todos os apontamentos são relevantes e a população precisa entender o que o projeto das avenidas vai significar para o município. Levamos as duvidas ao secretário municipal de planejamento, Vilmar Antonio Ferrão, que falou sobre as obras e mudanças, destacando que elas visam à modernidade e a mobilidade urbana, contrariando o que alguns dizem. “Estamos trabalhando neste projeto desde fevereiro de 2017, fizemos uma oficina de idéias na Biblioteca Pública com profissionais da arquitetura e engenharia e pessoas da comunidade, onde todos reforçaram a necessidade de implantar ciclovias e calçadas com acessibilidade. Apresentamos ao Conselho Municipal de Trânsito (Comutran) no qual foi aprovado e continuamos o projeto e a execução. Este projeto não é segredo pra ninguém”, iniciou, afirmando entender os questionamentos. “Causou estranheza na comunidade sim. Quando a gente vem com a proposta de mudar o roteiro isso causa um desconforto, mas eu entendo que no decorrer da obra, da pintura e da sinalização a população vai entender qual proposta de uma avenida segura, compartilhada por vários, sejam pedestres, ciclistas, ou condutores de veículo grandes ou pequenos”.

Mas o que o secretário tem a dizer sobre os questionamentos?

  • Estreitamento: As avenidas não são estreitas, dá para transitar tranqüilamente, obvio que poderia ter sido trabalhado de outra forma. Há situações em que as calçadas ficaram mais estreitas, a rua ficou mais estreita, mas tudo está dentro da medida, que isso fique claro. As pessoas estranham um pouco o estreitamento, mas não é uma via fora do padrão. A ciclovia está no plano diretor, não podemos fugir das medidas. Entendemos que será uma avenida com bastante circulação de carros e pedestres. Veículos pesados como ônibus e caminhão podem até cruzar a avenida, mas terão que procurar a rota alternativa.
  • Calçadas: Com relação às calçadas queremos dar prioridade para o pedestre. Em qualquer plano de mobilidade o pedestre é a prioridade e depois vêm os ciclistas, e os condutores. A nossa proposta é de modernização, nossa geografia nos da essa condição. Queremos incentivar as caminhadas, será mais fácil ir dos bairros até o centro caminhando, é rápido ir a pé, mas para isso é preciso ter calçadas apropriadas e seguras. As pessoas dizem que perderam o estacionamento da loja, mas na verdade eles avançaram os recuos e invadiram a parte do poder público. Alguns vão perder o estacionamento porque precisamos fazer calçadas.
  • Ciclovias: As ciclovias também darão mais mobilidade para as pessoas. Quando damos atenção a isso estamos também dando atenção a saúde pública, pois incentivamos a população a fazer atividades físicas. Teremos academia ao ar livre, bancos, bicicletários. Temos uma proposta diferente e moderna.
  • Canteiros: Cada um dos canteiros é para um lado da via. Por exemplo, se eu subo a Apae e quero entrar numa travessia que não é a minha os canteiros não serão apropriados para a minha manobra. Depois de pintadas as pessoas vão saber qual o canteiro certo, ele foi desenhado nesse formato porque ele faz a proteção do veículo para que a traseira não fique na pista.
  • Velocidade: Esta será uma avenida exemplo, padrão, e é obvio que as pessoas não vão andar a 200 km/h, colocamos obstáculos para conter a velocidade. Via pública é 40km/h. ‘Ah, mas eu queria duas pistas para chegar mais rápido’, isso não vai acontecer. Teremos idosos, temos a Apae ali perto, as pessoas vão fazer caminhada. Proporcionamos uma caminhada segura para os pedestres e uma manobra segura para os condutores.
  • Sobre o projeto: O secretário afirma que todas as decisões foram pensadas no coletivo, seguindo o padrão das cidades inteligentes, que apresentam vias estrategicamente para promover a sustentabilidade e a acessibilidade. Ele diz que foram feitas algumas reavaliações e que realizaram melhorias no projeto, garantindo que veículos de todo o porte possam ter acesso a avenida. “Nossa intenção é promover o bem-estar da comunidade como um todo pensando na segurança e na mobilidade urbana. Aos poucos as pessoas vão se habituar à nova rota”.
  • Benefícios: Ferrão lista alguns: “Promoveremos segurança, vias sem buracos, drenagem, escoamento de água fluvial do bairro São Sebastião. A Avenida Belincanta está preparada para receber na parte mais baixa toda a água que vem dos bairros, não terá mais alagamento na região porque ela foi pensada para a solução desses problemas. Será também um cartão postal para Campos Novos. O município não contava com nenhum metro de ciclovia. A avenida permitirá o deslocamento de automóveis, bicicletas e pedestres. Será uma via compartilhada por todos, e não apenas por carros. Pensamos em promover uma cidade inteligente com sustentabilidade, economia, mais caminhadas, que atenda a comunidade, não apenas um grupo de pessoas”, completou.

Agora resta esperar a finalização as obras para saber o que a população camponovense tem a dizer sobre as avenidas. O jornal ‘O Celeiro’ estará sempre atento aos anseios da população e às mudanças que ocorrem no município.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1651 de 29 de outubro de 2020.

spot_img

Mais lidas na semana

Inverno começa com onda de frio em SC

O inverno inicia oficialmente neste domingo, 21 de junho,...

Projeto dos Safristas prejudica produtores e trabalhadores rurais, alerta FAESC

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de...

Sucessão no campo deve ser prioridade

A sucessão nas propriedades rurais deixou de ser uma...

Festa em honra à São João Batista, começa amanhã

A Festa em honra a São João Batista, padroeiro...

Notícias relacionadas

Campos Novos
nublado
10.4 ° C
10.4 °
10.4 °
98 %
0.7kmh
100 %
sáb
10 °
dom
17 °
seg
15 °
ter
8 °
qua
11 °

Categorias Populares