Faz parte da receita da felicidade o fato de que não se deve viver de passado, tenha sido ele bom ou ruim. De fato, se apegar de mais ao que aconteceu em anos anteriores pode nos roubar a alegria e a beleza do hoje. Porém, há memórias que não se apagam e relembra-las pode nos proporcionar satisfação e saudade.
Vez por outra é possível tirar um tempo para analisar o ontem e o hoje e comparar como tanta coisa mudou. Esta série de reportagens em homenagem aos 140 anos tem sido uma viagem no tempo, motivando a recordação e o sentimento de que estamos revivendo o passado, mesmo para aqueles que ainda nem haviam nascido.
As frases detalhadas nos fazem imaginar uma Campos Novos diferente, ainda longe da modernidade e dos avanços. Sem asfalto, sem saneamento, sem os grandes lojas, sem a internet, mas as rodas de amigos eram certeza. O trabalho no campo ainda era braçal em sua maioria e o relógio parecia passar mais lentamente.
Neste caso, o sentimento que surge é, não apenas de saudosismo, mas de orgulho e de admiração por tudo que foi conquistado. Ficam as boas lembranças e a alegria de que o município se superou e melhorou.
Viver no passado não é saudável, mas relembrar e agradecer por tudo que foi vivido é um presente. Sorrir com memórias doces é um privilegio de quem viveu cada fase da vida e aproveitou cada minuto para sorrir, chorar, inventar, levantar, mudar e principalmente aprender, porque este é um verbo que sempre se repete em cada etapa da vida. Passado, presente e futuro são apenas fases do tempo que nos trazem lições que carregaremos e deixaremos de legado para sempre.
Por: Priscila Nascimento,
Jornalista
*Editorial publicado no jornal ‘O Celeiro’, Edição 1667 de 11 de março de 2021.






