FAESC avalia de forma positiva o Plano Agrícola e Pecuário 2021/2022

Serão disponibilizados R$ 251,2 bilhões, o que representa um aumento de 6,3% em relação ao ano passado

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) avalia de forma positiva o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2021/2022, anunciado nesta semana em solenidade que reuniu autoridades e lideranças do agro, no Palácio do Planalto. As medidas anunciadas apresentam aumento dos recursos para pequenos e médios produtores, para produção sustentável pelo Programa ABC, além de ampliar os investimentos.

O Plano Safra disponibilizará R$ 251,2 bilhões, o que representa um aumento de 6,3% em relação ao ano passado. Deste volume, R$ 177,7 bilhões serão destinados para custeio e comercialização. Os recursos para investimentos serão de R$ 73,4 bilhões – um acréscimo de 29%. Esse foi um dos principais destaques apontados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no plano. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2021 a 30 de junho de 2022.

Com um montante de R$ 4,12 bilhões, os recursos do Programa de Construção e Modernização de Armazéns (PCA) tiveram um acréscimo de 84%, o que amplia a capacidade de armazenagem em cinco milhões de toneladas. Outro aspecto em evidência está relacionado ao aumento dos recursos do Pronaf (R$ 39,34 bilhões, alta de 19%), com ampliação do limite da renda bruta e enquadramento de R$ 415 mil para R$ 500 mil, incremento de 20,5%.

Haverá ainda um volume de R$ 34 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), elevação de 3% em relação à safra passada, e o aumento do limite de renda bruta para classificação, de R$ 2 milhões para R$ 2,4 milhões, 20% a mais. A CNA pediu a elevação do limite da renda bruta anual em 32% tanto para o Pronaf quanto para o Pronamp.

O Plano Safra 21/22 também prevê recursos para o custeio de milho, sorgo e à atividade de avicultura, suinocultura, piscicultura, pecuária leiteira e bovinocultura de corte em regime de confinamento: R$ 1,75 milhão (Pronamp) e R$ 4 milhões para os demais produtores.

Na visão do presidente da FAESC e vice-presidente de finanças da CNA, José Zeferino Pedrozo, os resultados satisfazem as expectativas dos produtores rurais que aguardavam aumento de recursos. “A interferência da CNA frente a essa realidade foi essencial para que obtivéssemos maior oferta de crédito”, observou Pedrozo ao comentar que o Plano Safra é essencial para ampliar o acesso ao financiamento no setor produtivo e, com isso, promover o aumento da a competitividade no campo.

Para o vice-presidente da CNA, deputado federal José Mário Schreiner (DEM/GO), o PAP agradou o setor e está de acordo com o momento de dificuldade fiscal enfrentada pelo País. “De uma forma geral, nós entendemos que é um Plano Safra do tamanho que o Estado brasileiro suporta. Não podemos exigir aquilo que o Governo, do ponto de vista fiscal, não pode oferecer. Mais uma vez o Governo mostrou que apoia o agro brasileiro”, declarou.

Segundo a ministra Tereza Cristina, o plano dará as condições para que o agro se mantenha como o setor mais dinâmico da economia. Em seu discurso ela destacou o maior interesse das instituições financeiras em colocar recursos na produção e que esse PAP está “mais pincelado de verde” ao destinar 101% a mais de recursos para financiar a atividade sustentável por meio do Programa ABC, priorizando investimentos em agricultura de baixo carbono.

A ministra enfatizou a elevação de recursos para a agricultura familiar e o aumento da cobertura do seguro rural nos últimos anos. Entretanto, afirmou que vai trabalhar para ampliar o orçamento destinado ao PSR. Por fim, lançou um desafio aos produtores rurais para ampliar a produção para que o país alcance o recorde de 300 milhões de toneladas de grãos no final deste governo, em 2022.

TAXA DE JUROS

Schreiner revelou preocupação com o aumento das taxas de juros que, apesar da elevação da taxa Selic, representará um custo maior para os produtores rurais. Em relação ao seguro rural, o vice-presidente da CNA disse que o montante anunciado se manteve, mas que o setor já está preparado para buscar mais recursos. O orçamento para o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural (PSR) será de R$ 1 bilhão em 2022.

O governo também destinará um aporte de R$ 13 bilhões para equalização de juros. As taxas de juros variam de 3% a 8,5%. O PAP 2021/2022 aumentou o limite de recursos que o produtor pode acessar em subvenção ao prêmio do seguro rural, de R$ 48 mil para R$ 60 mil, para as atividades agrícolas. Para o apoio à comercialização, o volume será de R$ 1,4 bilhão.

OUTRAS MEDIDAS

O Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) terá incremento de 101%, totalizando R$ 5,05 bilhões. Na próxima safra, o Programa ABC vai passar a financiar a construção de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes, sistemas de geração de energia renovável, além de oferecer um limite de crédito coletivo, até R$ 20 milhões, para a geração de energia elétrica, a partir de biogás e biometano.

Também foram ampliados os limites de crédito para produtores de milho e sorgo, de R$ 3 milhões para R$ 4 milhões (grandes) e de R$ 1,5 milhão para R$ 1,75 milhão para médios produtores. Esta medida visa estimular as duas culturas.

O Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, e o Inovagro, voltado para inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões.

*INFO: MB COMUNICAÇÃO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Celeiro
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.