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Eleição do Conselho Municipal de Saúde

Reunião teve presença de profissionais da saúde, secretário, diretor do hospital e representantes de Campos Novos.

Na manhã de quinta-feira, 31 de outubro, a Casa dos Conselhos sediou a eleição do Conselho Municipal de Saúde de Campos Novos. Durante o evento, a gestão atual, sob a liderança de Gilberto Scussiato, apresentou as ações realizadas ao longo de seu mandato.
A equipe foi reconduzida ao cargo por mais dois anos, reafirmando o Conselho de Saúde como um espaço vital para o debate, avaliação e formulação de políticas de saúde em níveis municipal, estadual e federal.

A eleição do presidente ocorreu em reunião plenária, com a presença do prefeito eleito Dirceu Kaiper Pé e da vice-prefeita eleita Cláudia Dalmolin, que acompanharam todo o processo.

“Hoje realizamos nossa reunião ordinária, onde discutimos pautas importantes como o mandato vigente, questões relacionadas ao hospital e a atuação da Secretaria, com a participação do prefeito e da vice-prefeita eleitos”, comentou Gilberto.

Destacando: “Campos Novos se destaca pela gestão participativa dos conselhos. Os gestores municipais reconhecem constantemente a importância do controle social exercido por esses órgãos. Recentemente, promovemos a quarta edição de um diálogo com candidatos, um marco histórico na interação entre os gestores do Executivo e Legislativo.”

“Eu Gilberto e a Larissa, nossa vice-presidente que é enfermeira, solicitamos a recondução para mais um mandato de dois anos. A eleição foi realizada pelos membros do Conselho, composto por diversas entidades representativas.”

A composição do Conselho é definida pela Lei 453: 50% dos membros representam entidades como AMA (Associação dos Pais e Amigos dos Autistas), APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), aposentados e outras organizações; 25% são trabalhadores da saúde; e os outros 25% são prestadores de serviços e gestores.

Durante a reunião na Casa dos Conselhos, foram apresentadas as produções do hospital e algumas demandas da Secretaria. “Esses diálogos com as entidades que acompanham o Conselho são essenciais para o fortalecimento da saúde em nosso município”, ressaltou Gilberto.

O diretor da Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio, Rafael Manfredi, também fez uma apresentação sobre as ações desenvolvidas em sua gestão na unidade hospitalar, apresentando dados sobre atendimentos, internações e cirurgias realizadas.

O Secretário de Saúde, Vinícius Serena, junto com colaboradores do Conselho e profissionais da área da saúde, esteve presente para acompanhar as explanações.

SOBRE O HOSPITAL

  • Clínica médica: Um médico no plantão 24 horas.
  • Urgência e emergência: Três médicos presenciais.
  • Cirurgia geral: Um médico no plantão 24 horas.
  • Ortopedia: Um médico no plantão 24 horas.
  • Maternidade: Um médico obstetra presencial, 24 horas.
  • UTI: Um médico intensivista, um médico rotineiro presencial (24 horas), e um médico nefrologista.
  • Anestesiologia: Dois médicos presenciais (12 horas) e um médico no plantão (12 horas).
  • Pediatria: Um médico no plantão 24 horas.
  • Médico nutrólogo: Um médico.
  • Médico infectologista: Um médico.
  • Tratamento odontológico: Crianças especiais (bucomaxilo).
  • Número de atendimentos e internações no Hospital Dr. José Athanázio em 2024:

Até o momento, o hospital registrou 33.693 atendimentos até 30 de setembro de 2024. A média mensal nos últimos meses foi de 3.743 atendimentos, com uma média diária de 125 atendimentos. O total de pacientes internados até agora é de 4.598.

CIRURGIAS

Foram realizadas um total de 3.768 cirurgias, abrangendo diversas especialidades, incluindo otorrinolaringologia infantil, ginecologia, cirurgias gerais, cirurgias reparadoras não estéticas, urologia, cataratas e ortopedia.

No total, foram contabilizados 54.060 atendimentos em todos os setores do hospital. A arrecadação do hospital é composta por diferentes fontes:

  • O município de Campos Novos (SC) contribui com R$ 19 milhões ao ano.
  • Os municípios da AMPLASC (Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina) aportam R$ 700 mil ao ano.
  • Convênios e atendimentos privados somam R$ 1,4 milhão ao ano.
  • O contrato com o SUS (Sistema Único de Saúde) para o estado em 2024 é de R$ 17 milhões.

Com isso, a arrecadação totaliza R$ 38 milhões em 2024. O custo médio mensal do hospital é estimado em R$ 3,1 milhões.

CONSELHO

O Conselho Municipal de Saúde, foi criado em 1991 pela lei 1.815/91, desempenha um papel fundamental na gestão da saúde pública. Este conselho é composto por representantes do governo, profissionais de saúde e da comunidade, o que garante uma abordagem participativa e democrática na formulação e acompanhamento das políticas de saúde.

Desde sua criação, o conselho tem como objetivo promover a discussão sobre as necessidades de saúde da população, contribuir para a elaboração de estratégias que melhorem o atendimento e garantir que os direitos dos cidadãos à saúde sejam respeitados. Além disso, ele atua na fiscalização dos serviços de saúde, assegurando que as ações sejam efetivas e voltadas para o bem-estar da comunidade. A presença do conselho é crucial para fortalecer a cidadania e a transparência nas ações do sistema de saúde local.

Ele atua como um espaço democrático onde representantes da comunidade, trabalhadores da saúde e gestores se reúnem para discutir e decidir sobre questões relacionadas ao sistema de saúde.

Entre suas principais funções incluem:

  • Elaboração de políticas públicas: Participar da formulação de políticas de saúde, garantindo que as necessidades da população sejam consideradas.
  • Controle social: Fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à saúde e acompanhar a execução das políticas públicas, promovendo a transparência.
  • Avaliação de serviços: Analisar e avaliar a qualidade dos serviços de saúde prestados no município, identificando pontos fortes e áreas que precisam de melhorias.
  • Promoção da participação popular: Incentivar a participação da comunidade nas discussões sobre saúde, promovendo reuniões, audiências públicas e outros espaços de diálogo.
  • Articulação entre entidades: Facilitar a comunicação e articulação entre diferentes entidades e setores envolvidos na saúde, promovendo uma abordagem integrada.
  • Defesa dos direitos à saúde: Defender os direitos dos cidadãos em relação à saúde, assegurando que todos tenham acesso a serviços adequados e dignos.
  • Apoio à formação de redes: Contribuir para a formação de redes de apoio e colaboração entre os diversos atores do sistema de saúde, incluindo organizações não governamentais e instituições comunitárias.

*Reportagem publicada no Jornal O Celeiro, Edição 1854 de 07 de nobembro de 2024.

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