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Música e cérebro: estudo revela como a prática musical fortalece a memória

A ciência tem mostrado que a música vai muito além do prazer auditivo. Estudos comprovam que tocar um instrumento pode fortalecer a chamada reserva cognitiva, um conceito que explica a capacidade do cérebro de se adaptar e criar rotas alternativas quando algumas áreas sofrem danos. Essa habilidade é fundamental para compensar efeitos do envelhecimento e de doenças como Alzheimer e Parkinson.

Quanto maior a reserva cognitiva, mais independência e qualidade de vida a pessoa tende a manter. Isso acontece porque o cérebro passa a usar outras redes neurais para substituir áreas comprometidas.

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Música e envelhecimento saudável

Pesquisas apontam que a prática musical pode beneficiar inclusive pessoas idosas, mesmo quando o aprendizado se torna mais desafiador. Estudos japoneses mostram que intervenções musicais ajudam a melhorar funções cognitivas em indivíduos com comprometimento leve de memória e até em casos de demência.

De acordo com o neurocirurgião Júlio Leonardo Barbosa Pereira, tocar instrumento reduz os impactos do envelhecimento: “Não significa que não haverá perda cognitiva, mas a queda tende a ser menor em quem mantém a prática musical. Além disso, a música contribui para aliviar estresse, ansiedade, depressão e solidão.”

Música e memória ativa

O impacto da música também aparece na memória. Cada vez que alguém toca notas, acordes ou ritmos, está reforçando tanto a memória de curto prazo quanto a de longo prazo. Isso fortalece a chamada memória executiva, responsável por funções como planejamento, tomada de decisão, foco e controle das emoções.

A importância da infância

A infância é um período privilegiado para iniciar o contato com a música. Pesquisas da Unesp mostram que crianças que praticam instrumentos regularmente apresentam desempenho superior em testes de memória operacional.

O aprendizado nessa fase também favorece a linguagem, a coordenação motora, a paciência e até a disciplina. Brinquedos musicais podem ser um bom começo, com estímulos mais estruturados a partir dos 3 ou 4 anos de idade, sempre respeitando o ritmo da criança.

Persistência na vida adulta

Aprender música na idade adulta pode ser desafiador, mas a persistência é o que faz a diferença. Especialistas lembram que o processo é feito de erros e acertos, e que o resultado aparece com treino contínuo.

Apesar das dificuldades, os benefícios são claros: manter o cérebro ativo, preservar a memória e garantir mais qualidade de vida durante o envelhecimento.

Fonte: drauziovarella

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