Regional soma 108 pleitos. Encontro em Chapecó reuniu empresários e candidatos a deputado federal e estadual.
Entre 2018 e 2025, mais de 3 mil pessoas ficaram feridas na BR-282, no trecho que atravessa o Oeste catarinense. O número de feridos cresceu 32% no período, com destaque para os casos graves, que subiram 56%. A duplicação da rodovia, com a inclusão do elevado no trevo de Irani, abre a lista de seis prioridades que a região apresentou a candidatos a deputado federal e estadual.
O encontro, no Auditório do Sicoob, reuniu lideranças das 18 associações empresariais da regional e integra um circuito que passa por 12 regiões catarinenses até 17 de setembro.
Seis prioridades do Oeste
1. Duplicação da BR-282, com elevado no trevo de Irani
A rodovia concentra o maior volume de reivindicações da regional. Dados da Polícia Rodoviária Federal e do Centro de Inteligência Econômica da Facisc apontam 472 feridos em 2025 no trecho que corta o Oeste, ante 357 em 2018, alta de 32%. A Regional Oeste soma 5.490 feridos entre 2015 e 2025, volume que a coloca entre as seis regionais com mais vítimas em rodovias federais do Estado.
2. Corredor ferroviário entre o Oeste e os portos
O pleito responde a um gargalo logístico que já limita a competitividade das cadeias de aves e suínos, setores em que Santa Catarina atua como player global e que estão concentrados no Oeste. As exportações catarinenses de carne de aves cresceram 400% desde 2000, e as de carne suína, quase 2.000%, mas dependem do transporte rodoviário para escoar a produção e importar grãos do Centro-Oeste. Mais de 63% das rodovias estaduais e federais avaliadas pela Confederação Nacional do Transporte estão em condições precárias, o que resulta em custo operacional 30% mais alto para as transportadoras. A crise de mão de obra agrava o cenário: o número de motoristas habilitados para caminhão caiu mais de 40% em dez anos em Santa Catarina, e 60% dos que seguem habilitados têm mais de 60 anos.
3. Revitalização da SC-283, entre Concórdia e São Carlos
A rodovia estadual tem classificação geral ruim, com pavimentação e geometria na pior faixa da avaliação da CNT. Entre 2015 e 2025, a via registrou mais de 3 mil acidentes, média de 274 por ano, com maior concentração de ocorrências no trecho próximo a Concórdia.
4. Ampliação da estrutura tecnológica e do efetivo de segurança pública Levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra 5 mil vítimas de crimes violentos na regional entre 2015 e 2025, média de 400 por ano. Os suicídios foram o indicador que mais cresceu na última década, com alta de 183%, seguidos pelas tentativas de homicídio, que subiram 26%. Até junho de 2026, a região já contabilizava 6 vítimas de feminicídio, número próximo ao total registrado em todo o ano de 2025 (7 vítimas).
5. Ampliação e modernização da infraestrutura energética
O Oeste é a 4ª regional em consumo industrial de energia elétrica de Santa Catarina, com 8,5% do total do Estado, segundo a Celesc. O consumo cresceu 41% na última década, um dos maiores avanços estaduais, e o número de unidades consumidoras da indústria aumentou 79% no mesmo período, também o 4º maior salto do Estado. O ritmo de expansão industrial pressiona uma rede ainda limitada pela falta de trifásico em parte do território e pela carência de novas subestações.
6. Expansão do Aeroporto Serafim Enoss Bertaso
O terminal de Chapecó ultrapassou Joinville na última década e hoje é o terceiro maior aeroporto de Santa Catarina em fluxo de passageiros. Em 2025, o aeroporto bateu recorde histórico, com 643,3 mil passageiros, o terceiro ano seguido acima da marca de 600 mil. O crescimento de 47% no período reforça a necessidade de investimento em tecnologia de navegação aérea de alta precisão, apontada como prioridade pelo setor produtivo.







