Cinomose: aumenta o número de casos em Campos Novos

Vanessa Barcarolo

A cinomose é uma doença viral altamente contagiosa que acomete cães filhotes ou adultos sem vacinação ou cães que não receberam reforço vacinal ( anual).

Os principais sinais da doença são secreção ocular , nasal , febre, apatia e anorexia. No estágio mais avançado da doença, em que o vírus atinge o sistema nervoso central, o animal pode apresentar incoordenação ao caminhar, movimentos involuntários dos músculos ( tiques), vocalização e convulsões.

O vírus é transmitido através decontato direto com secreções, urina e fezes do animal doente. Como o vírus permanece nas cobertas, casinha e local aonde o animal doente vive, é importante um boa higienização do local antes de introduzir um novo animal. Já que já tem relatos que o vírus permanece por anos no ambiente.

Atualmente Campos novos está passando por um surto da doença, diariamente são atendidos de 1 a 2 animais com cinomose. Destes a grande maioria chega com sintomas neurológicos. Como a doença não tem cura, somente tratamento dos sintomas, muitos animais acabam sendo eutanásiados ou morrem devido a doença.

Os animais com suspeita da doença devem ser levados ao médico veterinário para serem examinados e fazerem o snap teste que irá confirmar a doença.

Para estar protegido seu cão deve receber 3 doses de vacina ética (importada) com intervalo de 21 dias entre uma dose e outra. A idade ideal para receber a Vacina é 42 dias. Antes de terminar as vacinas, não é recomendado passear na rua ou ter contato com animais não vacinados. Também deve se evitar locais com concentração de animais como banho – tosa e pet shop. Os animais mais susceptíveis são os filhotes e idosos, pois a imunidade está mais comprometida.

A cinomose pode ser prevenida com a vacinação. Se você ama seu animal, vacine. Uma minoria dos cães que são tratados resiste e os que sobrevivem podem ficar com sequelas.

Por: Vanessa Barcarolo
Médica Vererinária – CRMV/SC 5411
Veterinária da Clínica Bicho Mania

*Coluna publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1564 de 07 de fevereiro de 2019.

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