Terça-feira , 23 Janeiro 2018
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Fila zero para cirurgias de cataratas

Pacientes que estavam na fila de espera em Campos Novos, estão sendo atendidos em mutirão em Hospital de Caçador.

O Hospital Maicé de Caçador está recebendo entre essa quarta- feira, 13, e hoje (quinta-feira), 14, pacientes para o mutirão de cirurgias de catarata que acontece desde o último dia 09. Mais de mil procedimentos estão sendo realizados, beneficiando pessoas de toda a região. No hospital, estão sendo atendidos pacientes de 58 municípios das ADRs de Caçador, Campos Novos, Concórdia, Curitibanos, Joaçaba, Lages e Videira.

No Estado estão sendo realizados desde o dia 9, em média, 180 procedimentos cirúrgicos por dia, beneficiando mais de 1,5 mil pessoas. A campanha está sendo realizada em todas as unidades de saúde do Estado que aderiram ao mutirão, no período entre novembro de 2017 a janeiro de 2018. Serão investidos mais de R$ 6 milhões em cerca de seis mil cirurgias.

Estão aptos a fazer o procedimento os pacientes com indicação cirúrgica que constam na lista de espera de seus municípios. A cirurgia de catarata é realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o paciente tem direito à consulta pré-operatória, exames, cirurgia e colírios.

A Secretaria de Saúde do município de Campos Novos confirmou na quarta-feira, 13, que 30 pacientes já haviam sido encaminhados para realização das cirurgias de catarata.

A fila de espera era de 66 pacientes e todos foram chamados pela Secretaria Municipal de Saúde, com algumas desistências. Os pacientes foram levados pelos carros da Secretaria de Saúde de Campos Novos com direito a um acompanhante cada paciente.

Catarata

Conforme o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a catarata é a alteração do cristalino, uma das principais lentes do olho, onde a imagem é focalizada. Essa lente fica mais opaca com o envelhecimento natural do organismo.

A perda da transparência dificulta a chegada da luz à retina e a visão diminui. O avançar dessa condição transforma-se em catarata. A doença é mais comum a partir dos 60 anos e acomete todas as pessoas, mas em graus diferentes. Alguns idosos não precisam operar logo que aparece a catarata, mas só um médico pode determinar o tratamento. A catarata também pode ser provocada por infecções na vida adulta, uso de medicamentos como cortisonas, um trauma (batida no olho, por exemplo) ou deficiência congênita.  Os diabéticos geralmente têm catarata mais cedo. A doença é progressiva, reduz a visão e exige acompanhamento.

A evolução da catarata é natural, mas tem velocidade diferente. A cirurgia, que pode ser feita no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede particular. Em 2004, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Cirurgias Eletivas, que consiste na ampliação da oferta de procedimentos cirúrgicos já disponíveis, como os de catarata.

O procedimento cirúrgico é considerado de baixa complexidade, com anestesia local e sem necessidade de internação. Não existe nada que possa prevenir a catarata e, se não for tratada, pode levar à cegueira. Mas se o idoso fizer a cirurgia, volta a enxergar. A catarata é a principal causa de cegueira reversível no mundo.

*Reportagem publicada no jornal “O Celeiro”, Edição 1509 de 14 de dezembro de 2017.

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